Friday, June 09, 2006

Estádio de Aveiro


Em clima de copa, semana passada fui com o pessoal do trabalho ver um jogo do europeu sub-21 no estádio de Aveiro, de borla (de graça). O estádio é novinho, foi construído para o Euro 2004, muito confortável e é tão colorido que parece um LEGO gigante :))).
O jogo era a semi-final entre dois colossos do futebol mundial, Ucrânia x Sérvia Montenegro (que pelada!!!). Depois de 120 minutos de tortura (0x0 ), o que valeu a pena foram as brincadeiras com o pessoal e a zona qua torcida da Ucrânia fez (só existem mais brasileiros que ucranianos em Aveiro). Bom no final eles venceram nos pênaltis e passaram à final.

:(((( Ai que saudades de ver o MENGÃO jogando no Maraca lotado…

Sunday, June 04, 2006

Posto 4 da Costa Nova


Ano passado eu e Fabi descobrimos o bar de praia quase perfeito em Portugal. Chama-se posto 4 e fica na praia da Costa Nova, no litoral de Aveiro. Já fazem algumas semanas que vamos regularmente à praia, mas domingo foi a primeira vez no ano que fomos lá. Aqui em Portugal estes bares só abrem quando chega o calor.

Domingo a temperatura estava acima de 30º C, e o mais importante, quase sem vento. Aproveitei o bom clima e fiz os 9 kilômetros até lá de bike para encontrar com Fabi, que foi de carro. Que espetáculo, uma redezinha, cerveja gelada e Bob Marley para dar o clima. Só sossego.... Depois, um banho na água super gelada para refrescar. Como Fabi diz, só não é perfeito por que não tem caldinho nem carangueijo :))) (aqui petiscos de praia são tremoços e amendoim)...

Estas casas coloridas que aparecem na foto são o charme da Costa Nova.


Saturday, June 03, 2006

O Museu do terror de Budapeste




Algumas imagens quando marcam, ficam gravadas na nossa memória tão claramente como no momento em que a vimos. Alguns meses depois da minha viagem, consigo lembrar de cada detalhe do museu do terror.

Na segunda guerra mundial, a Hungria aliou-se à Alemanha. Eles haviam perdido uma boa parte do território depois da primeira grande guerra e queriam recuperar o terreno perdido. Como consequência da aliança, durante quase toda a segunda guerra, o país pouco foi afectado, e seus cidadãos (incluindo os judeus) pouco sentiram do terror que estava acontecendo pela Europa. Contudo, nos últimos meses de guerra tudo mudou. Os aliados (Inglaterra, União Soviética e EUA) estavam recuperando terreno e a Alemanha estava acuada.

Neste ponto o partido nazista húngaro (arrow cross) tomou o poder, com o intuito de deixar o país preparado para a recuperação da Alemanha e reaparecimento de Hitler. Começa aí o terror na Hungria. Em alguns meses 40% da população foi dizimada, a cidade destroçada e os judeus enviados para os campos de concentração. A população sofreu neste período tudo o que os outros países sofreram durante toda a guerra. Como se fosse pouco, após o fim da guerra o mundo foi dividido e a Hungria passou para o domínio soviético. Inicialmente a URSS permitiu eleições e o partido socialista (moderado) venceu com mais de 70% dos votos. Poucos meses depois o partido comunista tomou o poder e escolheu como endereço o mesmo prédio, na rua Andrássy, recomeçava assim o terror na Hungria…

O museu está instalado neste mesmo prédio, com o intuito de mostrar tudo o que se passou por lá. Tudo começa com filmes, sons e imagens do domínio nazista. Os vídeos mostram cenas impressionantes da guerra nas ruas, os campos de concentração, os prisioneiros sendo jogados ao rio quase congelado. A sala seguinte mostra a mudança do poder dos nazistas para os comunistas. Logo na entrada tem um documento da época que diz algo do tipo “eu, fulaninho de tal, confesso que até o dia tal, era nazista e cometi diversos crimes contra a humanidade. Contudo a partir de hoje, dia tal, ingresso no partido comunista para me reabilitar deste passado. Prometo que lutarei pela igualdade, justiça ….”. Depois aparece um cabide que fica girando e mostra de um lado a farda comunista e do outro a nazista. Depois desta sala começa a amostra do período comunista, e tome mais filmes de terror.

No fim da amostra comunista, você entra num elevador, para descer para o subsolo. O subsolo era aonde ficavam os prisioneiros de guerra, geralmente políticos, artistas e pessoas influentes que eram contra o comunismo. Sim, por que os pé rapados iam directo para campos de trabalho forçado. O elevador já dá todo o clima, ele começa a descer bem devagar com as luzes apagadas, quase parando, então começa a passar um vídeo com o depoimento de um senhor (que trabalhava no local) que conta como era a vida dos prisioneiros e as torturas que sofriam. São momentos angustiantes, parece que o elevador nunca vai chegar. Quando ele finalmente pára, você entra nos calabouços e tem uma ideia do terror que se passou por ali. São salas com instrumentos de tortura, outras onde não se consegue ficar em pé (tipo caixas), uma onde não se consegue sentar (como caixões na vertical), salas onde se é obrigado a pisar e dormir na água todo o tempo… Em várias delas estão as fotos dos prisioneiros que morreram lá, são desde poetas a ministros… E é com a visão perturbadora das fotos de todos os desaparecidos da época (numa sala toda vermelha, como se pintada com sangue) que o museu termina.

Algumas pessoas mais sensíveis podem achar mau gosto um museu que mostra tanta desgraça, como se a ideia fosse lucrar com isso. Mas se um dia for ao museu vai ver que ele é um tributo a todas as vítimas deste triste passado. E muito mais que isso, este tipo de museu tem o conceito de que às vezes é importante um choque destes para saber o quão terrível o ser humano pode ser, por que só assim podemos evitar de reviver os erros do passado.


Tuesday, May 23, 2006

Jogamos como nunca, perdemos como sempre

No clima dos jogos de primavera :))), a empresa que eu trabalho fez um campeonato de futebol. O rendimento do meu departamento foi pífio, mas pelo menos deu para rir um bocado. Ah, e vamos ganhar o prêmio "equipa fair play", não levamos nenhum cartão. É o que se chama aqui "bom perder".

Campeonato da Vulcano (versão tuga)

Quando cheguei de férias o campeonato já havia arrancado. Havíamos perdido a primeira partida por 7 X 0. Então, marcamos um amigável, para aprimorar o entrosamento da equipa. Apesar do reforço do internacional brasileiro (eu)... nada feito, perdemos por 6 X 0. Mas não havíamos de desistir, pá! No jogo seguinte suamos a camisola e vencemos por 3 x 2, mesmo sofrendo um golo de canto directo.

Eis que estava por vir o jogo decisivo. Se vencêssemos ou empatássemos teríamos grandes possibilidades de nos classificar como segundos colocados da chave. Já estávamos a perder por 3 X 1, mas sempre a dominar o jogo, quando surgiu minha chance. Nosso médio avançado recebeu a bola de um livre, veio a correr em direcção à grande área, fingiu que ia rematar e trocou pra mim. Eu estava bem posicionado, recebi a bola entre o trinco e o defesa esquerda, avancei em direção à balisa e rematei na saída do guarda-redes. A bola entrou encostada ao poste esquerdo. Que ganda golo!!! Olhei para o ábitro auxiliar para ver se não estava fora de jogo. Não estava. Então, foi só correr para comerar com a claque!

Mas não havia mais tempo, logo em seguida o ábitro determinou o fim do tempo regulamentar. Tínhamos a vaca no milho (the cow in the corn!), estávamos eliminados! O resumo do jogo foi: “Jogamos como nunca, perdemos como sempre”. Na última partida, a jogar por feijões, perdemos novamente por 3 X 2.


Campeonato da Vulcano (versão brasuca)

Quando cheguei das férias o campeonato já havia começado. Tínhamos perdido a primeira partida por 7 X 0. Então, marcamos um amistoso, para entrosar o time. Apesar do reforço do gringo (eu), nada feito... perdemos por 6 X 0. Mas não havíamos de desistir, caramba! No jogo seguinte suamos a camisa e vencemos por 3 x 2, mesmo sofrendo um gol olímpico.

Eis que estava por vir o jogo decisivo, se vencêssemos ou empatássemos teríamos grandes possibilidades de nos classificar como segundos colocados do grupo. Já estávamos perdendo por 3 X 1, mas sempre pressionando, quando surgiu minha chance. Nosso meia recebeu a bola de uma falta, veio correndo em direção à grande área, fingiu que ia chutar e passou a bola pra mim. Eu estava bem colocado, recebi a bola entre o volante e o lateral esquerdo, corri em direção ao gol e chutei na saída do goleiro. A bola entrou rente à trave esquerda. Que golaço!!! Olhei para o bandeirinha para ver se não estava impedido. Não estava. Então, fui pra galera!

Mas não havia mais tempo, logo em seguida o juíz terminou o jogo. A vaca foi pro brejo, estávamos eliminados! O resumo do jogo foi: “Jogamos como nunca, perdemos como sempre”. Na última partida, sem valer nada, perdemos novamente por 3 X 2.

Mas tudo bem, pelo menos nos divertimos e isso que importa (discurso típico de quem perdeu :))).

Sunday, May 21, 2006

Buda & Peste


Depois de uma viagem de três horas de trem, iniciamos a parte mais imponente da viagem, chegamos a Budapeste. Não precisa andar muito para sentir que estás mesmo na capital de um antigo império. Em Budapeste os prédios são grandes, imponentes, majestosos... A foto acima é do parlamento húngaro, que é lindíssimo, e do que já vi só perde em beleza para o parlamento inglês.
Dá para se notar que Budapeste ainda está se recuperando de tantas guerras e anos como comunista. A cidade é pura história, mas não dá para esconder a sujeira e má conservação de alguns lugares, o que, contudo, não é suficiente para tirar o charme da cidade. Uma coisa que impressionou foi a quantidade de casas de strip tease e prostituição. Isso só mostra que o Florint (moeda húngara) ainda é muito fraco em relação ao Euro, e que o país ainda está buscando seu lugar na comunidade européia.

Antigamente Buda e Peste eram cidades diferentes, separadas pelo rio Danúbio, hoje são uma coisa só. O lado de Peste é o mais movimentado, as ruas são largas e compridas e é lá que está o parlamento húngaro, o teatro nacional e os principais museus,... Logo no primeiro dia fizemos uma caminhada pela rua Andrássy, a mais bonita e tradicional de Peste. É uma rua cheia de história, pois foi lá que os governantes e diplomatas sempre moraram, desde a época do império austro-húngaro. Ela começa no centrão da cidade e termina no principal parque de Peste, o Városliget. Na rua Andrássy fomos directo para o museu do terror (que merece um post especial) e depois de uma caminhada tirando fotos das casas e prédios, chegamos no pátio dos heróis e entramos no museu Szépmüvészeti (artes plásticas) para passar o fim da tarde vendo alguns quadros e aprendendo algo da história do reinado de Sigismund.


O segundo dia foi espetacular, fizemos todo o turismo de bike. Foi um dos melhores dias de toda a viagem. Demos muita sorte por que os donos do hostel que ficamos, Garbor e Arpord, foram super simpáticos conosco e nos deram altas dicas para nosso passeio. Aliás aqui diminuíram-se as caras emburradas. Nas ruas, as pessoas foram até muito simpáticas e nos perguntavam se precisávamos de ajuda quando nos viam perdidos no meio da rua.

A cidade tem toda a estrutura para andar de bike, é bem sinalizada e tem faixa especial nas ruas. Aproveitamos para conhecer os lugares mais distantes da cidade. Começamos pela beira-rio de Peste e fomos para a ilha Margit que fica entre Buda e Peste. A ilha é na verdade o parque da cidade, onde as famílias vão curtir as horas livres. Incrível como eles sabem aproveitar estes lugares aqui na Europa. O parque é todo verde, cheio de carrinhos e bicicletas para as crianças, laguinhos, lugares para lanches, enfim um lugar super agradável. É o lugar ideal para sentir o estilo das pessoas. Paramos com a bike várias vezes para tirar fotos, ver as crianças e os pais brincando, comemos uns lanches típicos (Lángos)... É o tipo de lugar que eu gosto de estar e curtir.



Depois fomos para o lado de Buda, no bairro do castelo, que é como se fosse a cidade histórica. As ruas são menores e super agradáveis, com tudo muito limpo. Os prédios históricos são espetaculares e mesmo os menores são bonitos, deste lado está a catedral de S. Mathias, o bastião dos pescadores e o enorme palácio real. Além disso a vista para Peste, com o parlamento e a ponte Chain, é de tirar o fôlego.



Depois desta maratona de bike, resolvemos jantar algo típico da Hungria. Pedi umas dicas para o Garbor do Hostal. Ele me indicou um restaurante típico e escreveu o menu que deveríamos pedir :))). Depois do sufoco de Bratislava a barreira linguística não melhorou nada. Pelo contrário, piorou. O Húngaro é tão esquisito que nem os povos vizinhos entendem, esta língua tem algo em comum com o Finlandês e só, para o resto do mundo é um código...

Foi muito engraçado, o Garbor explicou o que eram os pratos mas eu não conseguia imaginar como eram, sabia que um era frango e o outro porco :))). Quando chegamos no restaurante a atendente quase não falava inglês. Me limitei a entregar o papel e rezar :)))). Mas no fim deu tudo certo e aproveitamos uma refeição muito saborosa, graças ao “Anjo Garbor”, como Fabi gosta de falar. Faço questão de colocar no blog o papel que ele nos deu.
No último dia, passeamos pelos lugares que faltavam e almoçamos no mercado da cidade. É muito legal, parece com a casa da cultura (em Recife), com muitas roupas, lembranças, comidas, trecos e bagulhos, tudo misturado. Para entrar no clima, comemos uma sopa Goulash, super tradicional, com outras comidas que não me atrevo a descrever :))). De resto foi descansar um bocado e agradecer aos nossos anfitriões e encher de elogios a linda cidade deles.




Bastião dos pescadores


Bairro do castelo

Saturday, May 13, 2006

1ª parada - Bratislava

Castelo de Bratislava


Começar uma viagem por Bratislava exige um pouco de espírito de aventura. Logo à saída do aeroporto o visual da viagem de ônibus, e o ônibus em si, já mostram que você está numa outra Europa. A cidade tem um aspecto cinzento, com casas velhas, carros caindo aos pedaços (misturados com BMWs e Mercedez), pessoas com cara fechada e muita, mas muita mesmo, propaganda nas ruas, carência de um país que foi comunista por muito tempo...

Não havíamos reservado hotel, e achar um lugar para dormir não foi fácil. Além disso, apesar de recentemente admitida na comunidade européia, a moeda na Eslováquia ainda não é o euro, e deu um bocado de trabalho para se acostumar com a moeda deles (coroa eslovaca), sem dar chance de sermos enrolados :))). Mas o mais difícil mesmo é o idioma. A sensação que dá é que você é um analfabeto. Não há qualquer semelhança com o português ou outra língua que eu ou Fabi conhecêssemos. Você se sente um estranho na paisagem, ao parar na frente de uma loja você simplesmente não consegue distinguir uma sapataria, de uma padaria ou farmácia, não existem pistas que ajudem :))). Para piorar quase ninguém fala inglês, o que eleva o passeio para o patamar da aventura.


Apesar de ser a capital da Eslováquia, Bratislava tem ares de cidade do interior, com pouco movimento nas ruas, pouca coisa para se ver e caras fechadas e desconfiadas. Mas quando se pára para pensar, até dá para entender esta desconfiança, afinal não é fácil para um povo passar por tudo que eles passaram. Em todas as situações que falei no post anterior (de Roma à União Soviética) eles estavam no papel de dominados. E mesmo na altura da República Checo-Eslovaca eles eram o lado pobre. Aprendemos que para fazer turismo no leste da europa vale a pena ser compreensivo, levar tudo na boa e não esquecer que nós é que somos os "intrusos".

Bom, superados todos os obstáculos, fomos para o centro histórico. Aí finalmente começa o turismo. Nesta parte da cidade as construções estão muito melhor cuidadas, mais claras, praças limpinhas, alguns prédios imponentes (o teatro nacional e a old town são lindos) e muitas esplanadas (bares com cadeiras espalhadas pelas ruas) com bastante movimento. O inglês ainda é precário, mas pelo menos se nota uma boa vontade :)). O ponto alto do passeio é chegar ao castelo de Bratislava e curtir o visual. Aí vale a pena todo o sacrifício. O castelo é enorme e belíssimo, com muito verde à volta e vista para cidade e o rio Danúbio.

Teatro nacional de Bratislava


Old town e palácio Primaciálny


Castelo de Bratislava

Viagem pelo leste - O império contra-ataca...




Mais um mochilão pela Europa. Desta vez o destino foi o centro-leste. O plano era passar pelas principais cidades do antigo império austro-húngaro, Bratislava(Eslováquia), Budapeste(Hungria), Praga (Rep. Checa) e Viena (Áustria), ainda passamos algumas horas em Graz (Áustria) e Londres na volta para Portugal.
A história destes países está impressionantemente interligada, mesmo que em circunstâncias e posições diferentes, todos fizeram parte dos impérios romano, Austríaco e austro-húngaro, ainda estiveram sob o poder dos alemães na 1ª e 2ª guerra mundial e dos soviéticos durante o pós-guerra e guerra fria (excepto Áustria) e agora estão todos renovados e juntos novamente na comunidade européia. Mas o mais interessante é que mesmo com toda esta história em comum, todos eles mantiveram suas características e cada qual tem sua identidade, o que nota-se bem ao passar por cada país. A diferença começa pelos idiomas, cada país fala sua língua, todas elas completamente indecifráveis para nós. Para se ter uma idéia o hino do império austro-húngaro era cantado em 13 línguas diferentes... Bom, para saber o resto tem que ler as histórias da viagem ...

Saturday, May 06, 2006

Holanda o país das bikes e canais


Foi a segunda vez que fui pra Holanda, mas foi uma visita completamente diferente. Da primeira vez fui com Fabi e passamos três dias turistando por Amsterdã, desta vez fui a trabalho pra uma cidade bem menor no interior, Tilburg, trabalhar em conjunto com um fornecedor da Vulcano.
Foi muito interessante a experiência profissional, até porque pude conviver um pouco com outro estilo de vida e de trabalho. As coisas na Holanda têm um ritmo diferente.
O que chama logo a atenção é a organização do país. A rede de trens é impressionante. Quando você chega ao aeroporto tem um placar de linhas para todas principais cidades, são tantas conexões que parece que você está olhando para as linhas de um metrô :))). Na viagem de trem de Amsterdã até Tilburg me chamou logo a atenção a simetria das coisas, o relevo é completamente plano, as casas, prédios e igrejas seguem sempre o mesmo estilo e tudo isto está entrecortado por rios e canais. Mas o que mais impressiona é que os canais não estão simplesmente espalhados, pelo contrário, são tão simétricos que parece que alguém dividiu o país com esquadro e régua.
As diferenças culturais também são fáceis de se notar. Os holandeses são tranqüilos, acordam cedo pra trabalhar, não almoçam (apenas fazem um lanche rápido pra não perder tempo), mas em compensação, se estiver tudo feito, vão mais cedo pra casa (de preferência de bicicleta) ou saem para fazer um happy hour. Sim, por que eles também adoram cerveja...
Mas o que eu mais gosto na Holanda são as bikes... Lá, em todas cidades que estive, a preferência no trânsito é das bikes e não dos carros. O chão das ruas e todos semáforos tem indicação para as bicicletas. Nos grandes centros existem estacionamentos para bicicletas simplesmente gigantescos, com vários andares e comprimento à perder de vista. No dia mais puxado de reunião, que terminou às onze e meia da noite, um dos holandeses pediu desculpas, pois tinha que sair mais cedo já que iria voltar pra casa de bike. Detalhe, ele mora em Eindhoven, à 40 kilômetros de Tilburg :) . Ainda perguntei se ele ia sempre de bike e ele respondeu com a maior simplicidade do mundo "Não, sempre não. Mas tento vir pelo menos três vezes por semana". :)))
No fim das reuniões ainda tive um tempinho para dar uma volta por Amsterdã, antes pegar o vôo de regresso. Como era pouco tempo e eu já conhecia os principais pontos turísticos, andei um bocado sem rumo, tentando pegar uns ângulos diferentes nas ruas e canais da cidade. Engraçado que mais uma vez fiquei com vontade de voltar...




Check ins e check outs


Finalmente de volta aos posts do meu blog. Mas a ausência não foi à toa. Nestas últimas semanas fiz uma seqüência de viagens onde rodei por 6 países e tive que lidar com 5 moedas e 6 idiomas diferentes. O que no total foi uma experiência espetacular que não sei se vou repetir um dia.
A correria começou no dia 10 de Abril, quando cheguei em Amsterdã. Apenas quatro dias antes fiquei sabendo que ia ter que viajar à trabalho para Holanda, bem no meio das últimas preparações para as minhas férias.
Um dia depois do meu retorno começou minha peregrinação pelo leste da Europa, passando pelas principais cidades do antigo império austro-húngaro. Bem, toda esta saga eu vou contar aos poucos aqui no blog.
Pra já ficam de lembrança umas fotos do fim de semana passado, quando chegamos com um tremendo sol, com direito a praia e "jantarada".

Na seqüência: Eu, Fabi,Gílson (escondido), André, Richard, Caroline, Marlos, Bárbara e Vitinho.


Sunday, April 09, 2006

Arrumações

Esta semana meu blog não vai ter fotos. Não que o fim de semana tenha sido monótono, muito pelo contrário. Neste fim de semana teve a despedida de solteiro de Rui, primeiro dia de praia do ano, noitada com a turma de Aveiro, visita das brasileiras amigas de doutorado de Fabi (as duas "muito gente fina" :))) ), city tour por Aveiro city.... UFA!!!

Como se não fosse pouco, na quinta fiquei sabendo que amanhã vou pra Holanda acompanhar o andamento de um projecto em conjunto com um fornecedor local. Além de ser uma experiência profissional espetacular, é um projecto muito interessante e motivante, vai ser uma oportunidade de passar de novo por Amsterdã, uma cidade linda com um astral fantástico. Ainda por cima vou conhecer outra cidade holandesa, Tilburg. Mas o mais importante vai ser a oportunidade de ver de perto o tão falado estilo super organizado dos holandeses de trabalharem.

O resultado foi que o fim de semana que eu tinha separado pra me preparar pras minhas férias, que começam sexta, virou uma loucura de arrumações de roupas e malas. Vou chegar da Holanda na quarta e quinta vou pro Porto encontrar com Fabi pra pegar avião de novo no dia seguinte, uma correria... Bom os fatos e fotos ficam para quando voltar...

Sunday, April 02, 2006

Viana do Castelo e Ponte Lima

Catedral de Santa Luzia


A idéia era fazer uma trilha. Mas depois de muitos desencontros, acabamos indo conhecer Viana do Castelo. A cidade é muito bonita, pena que o clima não ajudou. Não estava sol, mas pelo menos não estava chuvendo. O centro da cidade é muito organizado e agradável, deve ser um excelente lugar pra passar o verão. Mas o mais bonito é a igreja de santa Luzia, que fica no alto de um monte colado à cidade.

Depois aproveitamos o fim da tarde e passamos por Ponte Lima. Logo na entrada da cidade dá pra ver a ponte romana que dá nome à cidade. A cidade é cheia de igrejas e lugares históricos e tem também umas ruas estreitinhas... É bem conhecida pelas festas populares em Setembro, dizem os brasileiros que lembra o carnaval de Olinda. Será? Bom de qualquer jeito vale a pena conferir.

Centro histórico de Viana do Castelo


Beira rio de Ponte Lima


A ponte romana

Friday, March 24, 2006

De volta pra Angola

Vida de imigrante é mesmo feita de despedidas... Desta vez é a Vera, a nossa amiga angolana que vai embora. Assim que a conheci senti logo aquele astral diferente dos africanos. É uma alegria massa, um jeito de curtir a vida de peito aberto, muito parecido com o nosso.

Adorava vê-la conversando sobre a infância com a Fabi. As semelhanças são incríveis; as lembranças, as brincadeiras, os jogos, (até o jogo das pedrinhas:))) ) e as músicas, sim por que Vera é pagodeira e fã de Jorge Aragão.

Enfim, depois de muitos jantares africanos, festas brasileiras, almoços portugueses e claro um bocado de estrada juntos, vamos sentir muita falta desta "africana cabra da peste".

Olha Vera, vai tranqüila porque você vai conseguir tudo o que quer, e pode ter certeza que quem saiu perdendo foi Portugal.



Seleção canarinha (Brasil) x Palancas negras (Angola)

Roubando fruta na quinta (sítio) de Vitinho em Barca D'Alva

Fazendo os números :)). 444?

Explorando o castelo de Celorico

Pagodão na casa do Zé em Murça

Sunday, March 19, 2006

Parabéns pra mim!!!



Mais uma primavera (literalmente :))) ), 27 anos. Este ano resolvi comemorar pra valer, feijoada com tudo que tem direito; farofa, laranja, dominó e cerveja à brasileira.
A sexta, o dia do meu aniversário, passei pilotando o fogão, foi quando fizemos a feijoada. Enquanto eu e Fabi suávamos à beira do fogo, chegaram uns amigos pra filar um caldinho de feijão (um tira gosto muito comum no Brasil) e cerveja. Fazer feijoada pra 15 pessoas é trabalhoso, mas sempre é muito divertido...
O sábado foi espetacular. A feijoada foi pra comemorar o meu aniversário e o do Zé, e juntamos os amigos pra farra. Tenho que agradecer ao pessoal que veio, que fez uma festa divertidíssima. Foi ótimo sentir todo mundo à vontade, uma mistura engraçada de brasileiros, portugueses e angolanos. É bom saber que apesar de longe da família não estamos sozinhos...


Da esquerda pra direita: Fabi, eu Vitinho, Marlos, André e Rui agachado

Zé e Menezes


A galera : Menezes, Daniel, Vera, André, Leila, Rui, Fabi, Vitinho e Marlos

Fabi e Vera num dia inspirado (com muita sorte) no dominó. Até ganharam de mim...

Monday, March 13, 2006

Começando meu blog


Testando meu blog. Finalmente resolvi tomar vergonha e resolvi criar um blog pra contar as minhas histórias em Portugal. Vamos ver no que vai dar.